Como aconteceu?
Tadao conta sua versão:
“Estava em casa de bobeira, tinha a festa de aniversário do ilustre Fábio Milnitzky para ir.
Pensei: “Vou chamar a Haydee (a culpada) para ir também.”
(discando)
- Olá, Haydee, tudo bem?
- Então, tem a festa do Fábio. Vamos?
- É, percebi que vc está bêbada… Pinga? Você tomando pinga? Assim Assado? Não conheço.
- É, vamos mais tarde. Ok, tá, eu busco você ai, fazer o quê, né?
- Amiga? Que amiga? Coreana? Sei… advogada, tem cachorros… beleza, beleza…
- Se eu como a gordurinha da picanha? Como, por quê?
- Oi, tudo bem? É Victor, mas pode chamar de Tadao também. Você é a amiga coreana e advogada da Haydee?
… depois fui buscar a Haydee e vi a Suzi, bêbada, tomando pinga e comendo espetinhos no bar. Juro que vi primeiro a Suzi naquela mesa.
Depois foram mais 20 dias esperando ela responder meu e-mail.”
••••••••
Suzi conta a sua versão, sem cortes. Por favor, tirem as crianças da sala.
Quem disse que cachaça, espetinhos e um chopp bem tirado não enobrecem uma pessoa? Sou a prova contumaz disso: basta ler a historinha do Victor, aí em cima.
Pois então, estava eu no Assim Assado com a Haydee (a culpada), comemorando o aniversário do Jean (o cúmplice). Fim de festa, hora da rodada de pingas e chopp por conta da casa. A Haydee então me fala de um tal amigo que vem buscá-la para uma festa de aniversário. Ou será que eu falei com ele no celular antes disso? Não lembro muito bem, tsc, culpa da pinga.
Haydee falando, mais pra lá do que pra cá:
- Então, o Tadao é super gente boa, do tipo que curte escalada, geração saúde e… sarado, com os braços durinhos! O legal é que quando ele te convida pra sair, costumar pagar toda a conta!
Minha reação, mais ou menos animada, já pensando no “sarado de braços durinhos” e outras cositas mais:
- Opa! É ele no telefone? Posso falar com ele?
- Oi. Então você que é o Tadao? Mas posso te chamar de Victor? Ok.
Eis que chega a hora do tal branco etílico… O que uma balzaquiana desconfiada poderia fazer para testar o bom mocismo do rapaz? Vi então um espetinho de picanha sobre a mesa e a pergunta veio, sei lá de onde:
- Você come a gordurinha da picanha? Mesmo, sério? O porquê da pergunta? Veja bem, homem que é homem sabe apreciar uma boa picanha ao ponto, com gordurinha. Frescura pra comer não faz muito o meu tipo (hehehe, risadinha pra quebrar o gelo).
Uma hora e pouco depois, o Victor Tadao aparece no Assim Assado. Nem olha direito para mim, dá um “oi” super blasé, pega a Haydee e vai embora. “Humpf”, penso eu e dou de ombros, deixando o Victor cair em um breve esquecimento, até o dia em que recebo seu e-mail. Demorei duas semanas (e não 20 dias) para responder, após muito refletir e conduzir uma due diligence (auditoria) sobre o rapaz. Poxa, sou advogada, afinal.
Assim, depois de um encontro comportado numa pizzaria, um cineminha inocente em outro dia e uns tacos no jantar, ganhei um beijo respeitador, gostoso e memorável no começo do dia 3 de novembro de 2005… Até então, todas as contas foram pagas pelo Victor. Hoje vivemos sob o regime de comunhão parcial de despesas.